The chaos throughout the storm and my soul.

The wind blows and the sun shines on your face so aggressively yet with such ease and calmness. The clouds vary from pitch black to white and yellow just next to the two rainbows that show themselves at the opposite side of the sun one complementing each other. How can we be so afraid of it, of this chaos that presents itself in front of our eyes?It is so purely genuinely true and unique that we feel a sense of ease and hope from it as if it corresponds the chaos that shines in each of our souls and it’s magnificent. The trees shake intensely and it’s impossible not to notice them as they make every structure of our being and Nature move to present themselves. It makes us fear the uncertainty but also love the process of being in the middle of all this mess as if we know it will bring joy and love and more chaos. How much do we love the chaos, holy hell. The mixture of darkness and clarity gives us completion and peace. It leaves us admiring the composition of this process with all the separate elements that together form this amazing life; this chaotically beautiful life. With the wind so strong, the droplets of water that fall from the sky at a continuous yet intense way remain flying throughout the air as little spheres that amaze my eyes. It rains and I feel like it’s a heavenly type of rain as if it’s a miracle, even though it’s only physics and nature. As the storm intensifies, the rainbows vanish after being stronger than before in a way that the colors are clear as light and contrast with the perfectly blue sky. The wind gets stronger and although it’s frighteningly intense, I can’t but imagine myself in the middle of a forest looking upwards as I feel the leaves touching my body and hear the trees rumbling and colliding against each other at such an incredible and aggressive way, but their way. No rules to follow, just movement. I feel this ease and sense of belonging that make me want to join them in this carefree and imposing state of being that reassures my true self into trusting the voice that guides me to the middle of the storm feared by many but much appreciated by me. I now feel love and gratitude for this life and the chaos that resides inside and outside myself which only tends to get worse yet so much better. Clouds pass by at an amazing speed with a little help from the wind and make me admire he constant change of state from this scenery. One moment is not the same as the other, it couldn’t be and that’s the magic of it. Nature does not care about homogeneity only about the now. In storms there is not past or future, there is only the now: is this tree going to fall, is the wind too strong, it this this or that? Now the sun is completely setting and the darkness prevails but I know there is a light that keeps me warm and I feel it inside me as if it has always been there. The outside settles only to leave the whole power to the inside and there is no way to deny it. Now you are apologetically and truly you because there is no way to fake the true force that resides within your being. I am chaotically beautiful just like my external portion.

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Amoras e pessoas

Talvez a vida seja isso
Colher amoras numa rua escura às 20h
Dar boa noite praqueles que desconheça
Dançar porque o ônibus tá no ponto
Falar com um cachorro fofo
Oferecer amoras a desconhecidos
E ser observada por cachorrinhos curiosos enquanto colhe amoras
Juntar lixo na rua porque a consciência pesa
Talvez o prazer seja moralmente inconsequente
Totalmente descompromissado
Talvez a vida seja um mendigo que lembra de ti porque tu dá boa noite
Ou um astrólogo que conversa contigo enquanto tu pula pra puxar um galho da árvore
Ou um cachorrinho curioso que te observa e come uma amora contigo
E quem sabe eu tenha perdido tempo procurando esse felicidade ideal
Que me mostram e cobram
De sorrisos constantes e resiliência
Enquanto tudo que quis foi achar uma casa que me deixe pular e comer loucamente suas amoras

Dor de ser

Se pudesse passaria o dia inteiro em debates e palestras; ou quem sabe correndo com animais; plantando; qualquer coisa que ocupasse minha cabeça pra eu não lembrar dessa merda de pressão social e jeito “difícil” de ser. Pra eu não lembrar do quanto dói viver incompreendida. Pra meu cérebro não ter tempo de processar meus ataques de ansiedade e depressão. Pra que eu pelo menos tivesse a ilusão de ser feliz; de não me questionar 1 milhão de vezes por segundo; de não me sentir um lixo.

Não quero ser quem sou. Quando que posso ter esse sentimento de pertencimento, de significado, de amor? Por favor, me dê pelo menos um dia sem dúvidas, dor, medo, vergonha de mim, cansaço mental. Me dê uma pessoa que me entenda, que não seja inseguro com sentimentos e me ouça. Trinta minutos; não preciso de muito. Pelo menos um ser humano que não só aprecie o amor que dou mas também goste de dar. Uma vez; só uma. Por favor tire aqueles que me abusam com a fachada de amor. Me dê significado, paz de espírito, compreensão. Me dê vitalidade, força de vontade para aguentar tudo isso. Sinto pedaços de mim sendo arrancados aos poucos e aumentando essa sensação de vazio. Perdi a conta do número de vezes que caminhei perdida tentando não me perder mais ainda, rezando, logo eu, pra qualquer coisa acontecer e me dar um calor de esperança ou frio de medo. Sem sucesso.

Continuo sentindo esse nojo de quem sou e o que parece não se desenvolver em nada. Sinto o peso da cobrança pelo que poderia ser. Não posso deixar de reparar a solidão, o abandono e os fracassos que me acompanham incansavelmente e que, diferente de mim, crescem e se desenvolvem. Queria ter como acabar com essa dor sem causar mais dor do que já causei. Meus reflexos se misturam numa confusão de orgulho e vergonha. Poderia fingir que meu lado preferido se exalta mas me conheço melhor do que isso. O pior não é me perder ou, o pior, me encontrar mas perder os que me já me amaram. Perdi tantos amigos mais rápido do que os fiz e não sei quantos mais consigo suportar. Quem sempre se mostrou presente e compreensivo me escapa sem deixar marcas de remorso ou chances de reconciliação. Nem sei mais o que fazer para tirar esse peso.

Disponível, incrível, amorosa, parceira, boa. Cadê? Vejo tudo ao contrário.

 

 

Especialmente pequeno

Me intriga essa obsessão que possuímos por ser especial ou como diz minha geração: ser a ‘última bolacha do pacote’. Creio que grande parte desse idealismo venha da mídia e do controle microscópico do que é divulgado. Vemos filmes e filmes de super-heróis e heroínas que nascem com um “defeito” incrivelmente único que os torna especiais. Lemos notícias sobre empreendedores que começaram com 5 dólares(nunca vemos histórias de uma pessoa não estadunidense) e construíram Impérios. Mas, não consigo deixar de me perguntar: o que os torna tão mais especiais do que você e eu? ‘Ah, nunca tivemos ideias revolucionárias e geniais…’

Será? Será que quando você tinha 7 anos de idade não desenhou ou perguntou algo que alguém nunca tinha pensado? Ou talvez com 12 anos de idade você tenha se perguntado por que aquelas regras existiam se não eram cabíveis. Ou ainda quando você tinha 15 anos e pensava deter as soluções para todos os problemas do mundo. Quem sabe quando você fez 18, escolheu uma carreira para seguir e foi obrigado a abandonar seus sonhos por não serem rentáveis, viáveis ou certeiros. Ou quando você fez 50 anos e pensou ser tarde demais para seguir teus sonhos, se arriscar, ser quem você é…

Afinal, o que nos torna menos especiais do que o CEO de uma transnacional? De um cientista gênio? De um historiador perceptor? Nessa luta interna pela busca de algo especial em mim mesma percebi que enquanto uns são inovadores em determinado campo, pecam pela inteligência nos demais. Você pode ser ótimo em prever mudanças na Bolsa de Valores e na taxas de consumo de um certo mercado, mas ser incapaz de admitir equidade entre seres humanos. Você pode ser uma baita de uma historiadora e um zero à esquerda em ajudar os outros sem se gabar. Você pode ser atrapalhado e sem noção, mas ser incapaz de aceitar e praticar violência. Ou seja, o que nos faz mais ou menos valiosos? Ser reconhecido mundialmente ou por uma pessoa? Dar 1 milhão de reais à uma ONG ou 10 reais para alguém que precise muito? Descobrir a cura de uma doença gravíssima ou curar um paciente? Proteger todas as crianças do mundo ou só aquela que vive contigo?

Quando ficamos tão insensíveis ao bem independente do seu tamanho e alcance? Quando que ser você mesmo deixou de ser suficiente? Por que ser ele ou ela mas não você mesmo? Talvez desejemos ser, fazer, obter isso ou aquilo demais e vivamos de menos. Eu cansei de me escanear minuciosamente para achar algo que validasse minha existência. Por que ter uma horta em casa não é bom?  Ajudar alguém na rua, em casa, dentro de mim não é admirável?

Sim, seria daora para caramba descobrir a cura do câncer, acabar com a homofobia, com o tráfico de pessoas, impedir a destruição da Natureza. Mas também seria incrivelmente satisfatório mostrar apoio àquela pessoa que sofre bullying, plantar uma árvore a mais, resgatar mais um animal em apuros, dar dinheiro a alguém em apuros, ou talvez se ajudar. Nessa insanidade de tentar ser sempre o maior e melhor em tudo, esquecemos que a grandiosidade é composta por micro estruturas.

O que te faz único, especial, inovador? Se pudesse escolher um caminho para seguir sem julgamentos, medo, espectativas, onde estaria amanhã?

Sentimentos não sentidos

Talvez eu nunca vá entender porque sentimentos são negligenciados; porque fingir algo que não se sente só por repressão social. Sempre fui intensa, talvez até demais( if that’s even a thing), e fiz questão de sentir tudo que aconteceu na minha vida. Eu me apaixono rápido demais pelas pessoas; pelo conhecimento, pela humanidade, pelo amor que elas sentem. Nunca tive medo de amar quem me fez sentir algo que nunca consegui vivenciar sozinha ou que, talvez, tenha me proporcionado um gostinho de sonho e crescimento. Não existe meio termo pra mim: gosto ou não gosto; rio ou não rio; como um livro ou não consigo lê-lo. Não sei inibir sentimentos porque sei que são parte fundamental de nós e que nos indicam mais do que a razão, muitas vezes, poderia. Se eu gosto de ti vou mandar N! mensagens sobre coisas que me lembram de ti, achei que tu gostaria, te faria feliz, te interessasse. Já ouvi que isso é demais; que é estranho se doar demais pra quem você mal conhece. PORRA! É demais por que? Por que mostrar interesse é tão ruim? Como que o normal é deixar as pessoas confusas? Deixar um dúvida constante no fundo da cabeça se você gosta ou não de alguém? Se o que ela fala te cativa, te estimula, te faz crescer? Nunca, NUNCA vou entender essa aversão ao verdadeiro, ao real, ao amor, à fluidez.

O que mais ouço são reclamações de pessoas que sofrem por não saber o que os outros sentem, pensam ou gostam nelas. Sofrimentos reais causados por crenças ridículas de que ser sentimental é ruim, atrasado, desnecessário. Sim, sofro mais por sentir tanto, porém seria assim se todos sentissemos? E eu não falo sobre o sentir que dói e frustra, mas o que regenera, acalenta, te dá mais vida. Cansei de viver em um constante jogo de advinha. Mesmo quem se diz aberto aos sentimentos é tão frio, grosso e até comumente indiferente. Eu quero poder gritar que amo alguém sem ser julgada por tê-la conhecido há 2 semanas. Porque meu amor não é sexual, romântico; é espiritual, é pelo conhecimento, pelo ser humano que resultou de todos os acontecimentos da vida; eu amo sem barreiras, sem rótulos, simplesmente amo!

Tive o prazer de conhecer alguém que mudou meu mundo de cabeça pra baixo; que me ensinou a ser o meu mais puro ‘eu’ mas que, contraditoriamente, recusava grandes partes do seu indivíduo. Amava tanto em certos aspectos enquanto reprimia tantos outros. De que adianta amar pessoas e o que elas lhe proporcionam sem ter coragem de expressar esse sentimento? Fugas e mais fugas. Falta de honestidade, antes de tudo, consigo mesmo. O que a maioria não entende é que ser intenso é delicioso demais. É se sentir vivo pelas menores coisas: memes, piadas, animais dormindo, pessoas rindo, recomendações de livro, música, filmes, debates and the list goes on and on. É apreciar tudo que te fornecem pois nada vem em vão, nada é dito sem um porquê, sem um interesse por trás de tudo. Sim, eu posso ficar sozinha (inclusive amo!) rindo de vídeos de cachorros que perseguem seus rabos, chorando por atitudes lindas ou horríveis, lendo livros que me alimentam a  alma, pegando 3 ônibus pra ver um debate e me arrepender, cantando super alto uma música que me estimula; sim, eu posso e faço isso. Faço porque não dependo de ninguém pra ser feliz, pra aprender, crescer, sentir, rir e, muito menos, viver. Ao mesmo tempo, sou aquela que faz questão de mostrar a foto da minha cachorra com um adesivo de coroa na testa porque me fez feliz; que quer conversar sobre algo que leu; que quer sentar na mesa de um boteco pra te ver sorrir, chorar, gritar, rir; que quer caminhar pela cidade vendo os outros. Sou tudo em um: quietude a hiperatividade. Sou os extremos que se complementam e amam. Sou apenas alguém que nasceu amando e não pretende parar logo.

 

O valor da vida e o tempo que faz valer.

Hoje foi um dia que me fez pensar muito sobre a vida. Comecei arrumando, me vi perdida pela tarde e preenchida à noite. O mais bizarro é o quão inconstante somos; o quanto um pensamento errado ou certo pode mudar completamente um momento, um sentimento.

Quanto vale o teu esforço? Quanto é muito ou pouco? Quanto vale uma agenda cheia de pessoas vazias? O quanto vale um abraço amigo, um sorriso sincero, um amor confidente? Quanto vale o teu sofrimento, a tua alegria, o teu riso? Quanto você vale? Quanto vale o valor?

Um pensamento degradante em momentos de dúvida, tristeza, medo vale mais do que num dia preenchido de confiança, sorrisos e segurança.

Um sorriso a mais logo depois que acordar de manhã; um “sim” ou “não” a mais quando algo lhe é apresentado; uma conversa a mais com alguém; um medo superado a mais; uma lágrima a menos. Tudo vale. Só depende do valor que cada elemento tem no teu valor.

O quanto vale um ponto a mais ou a menos em uma prova, em um trabalho? O quanto vale um conselho em tempos de escuridão? O quanto vale o que você pensa? O quanto vale uma vida? Quanto vale a sua vida?

Como diria Elis Regina, “viver é melhor que sonhar”. E eu sei que um abraço, uma conversa, uma companhia valem mais a pena que um número, uma colocação, um valor que me é imposto.

Eu sei dói começar de novo mas cada começo tem seu valor e cada valor aumenta o seu valor. Só cabe a você saber qual o teu verdadeito valor. Aquele que vem sem amarras, sem julgamento, sem pressa, sem preço.

Caso de amor e ódio com o coração.

Depois de um dia longo de estudo, cá estou deitada na cama em perfeito silêncio mas acompanhada de nada mais que meus próprios pensamentos. Deles, muitos são sobre a vida e a forma como ela é apimentada e corroída por aqueles que por ela passam. O que cada um deixa? Até que ponto vale a pena se jogar, mesmo que cuidadosamente, nos braços e amassos dos outros?

Sabe que apesar de diversas paixões desastrosas e frustrações com o caráter alheio, percebo que tudo vale a pena. Não importa o quanto durou ou intenso foi, mas o que deixou e o quanto se aproveitou deste curto filme de prazer. A vida é essa constante e incessante vivência que necessita de aventuras inesperadas, beijos intensos, transas inesquecíveis e risadas que quebram qualquer caos barulhento.

Sim, a pontada que fica quando o amor sai e a solidão predomina é desagradável, mas a beleza está na roda que gira independente da nossa vontade. O amor perdura e o prazer é inevitável. É aquele dia que você sai de casa na pior mas a vida dá um jeito de arrancar o velho sorriso que pareceria nunca mais dar as caras. Aquele dia que você tropeça na rua e ri pelos próximos 15 minutos de si mesma. Aquele dia que alguém te chama falando sentir tua falta. Esses dias fazem a diferença; te fazem acreditar que vale a pena dar mais um chance pro amor, nem que seja o amor próprio.

Então levanta hoje com um sorriso no rosto mesmo que teu corpo e experiência tentem te convencer que não. Lembra daquele dia que você saiu de casa com quem amava e desejou que o tempo parasse pra ter o melhor daquele mundo para sempre. Acredite no amor, na felicidade e na vida, porque ela nunca põe e tira ninguém sem A nem B.